domingo, 18 de maio de 2008





3.6















BY BUS




















TIMES SQ.



























CENTRAL PARK

quarta-feira, 14 de maio de 2008



IN THE CITY THAT NEVER SLEEPS
 

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Tá fácil, não, viu?
Não é que no mesmo dia que perdemos Fatoca, no exato instante que eu liguei pra avisar minha mãe sobre o ocorrido, ela estava passando por uma cirurgia complicada para colocar pino e placa de platina no fêmur esquerdo por causa de uma queda? E você sabia disso? Pois é, eu também não. Aliás, só fiquei sabendo no dia seguinte, ao tentar ligar pro celular dela e a bruta que trabalhava lá em casa atender e dizer: "a Dra. não pode atender o celular porque está na UTI".
Pois então... imagina aí toda a culpa que eu já sinto normal e cotidianamente por não estar fisicamente perto da veinha potencializada por não estar presente quando ela caiu, não poder acompanhá-la ao hospital, não confortá-la antes da cirurgia, não estar lá quando ela saiu e NÃO TER INSISTIDO PRA FALAR COM ELA NA QUARTA A NOITE. Por comodidade, porque eu estava tão abalada com a ida de Fatoca, porque eu quis avisar outros amigos pra darem uma força pro marido, por preguiça, por não querer incomodar, por não querer realmente dar a notícia com medo da minha mãe ficar triste ou sofrer, eu deixei o telefone tocar até desligar e não insisti. Pensei cá com os meus botões: "lá vai ela de novo. não atende o telefone. tudo bem, amanhã eu ligo."
Resultado: cheguei ao trabalho na quinta-feira, triste ainda, e tomei o choque, susto, etc. Pânico, choro, aeroporto, primeiro vôo, unhas roídas, ansiedade, chegada e, finalmente, visita à mãe na UTI. A cirurgia tinha sido ok, mas devido à perda de sangue, houve anemia e hipotensão que inspiravam cuidados. Três dias de visitas esparsas e exíguas à UTI, que me consumiram e fizeram perceber quanta falta me faz um rito de fé. Minhas conversas com o Superior, minha esperança e minha racionalidade não são suficientes para o amparo necessário numa hora dessas. Os católicos rezavam, os evangélicos oravam e eu lá, mandando minhas energias positivas, minhas ondas de luz. Acredito que elas sejam eficazes, mas eu não tinha uma ritual no qual me apoiar.
No sábado, minha mãe foi pro apartamento. Foi uma noite terrível, porque a coitada, depois dos dias da UTI estava fragilidada, estressada, cansada. Foi uma noite de vigília e um pouco de desespero. Nunca tinha ficado num hospital com um paciente que realmente precisasse de cuidados. Sempre foi companhia, nunca tinha sido vigilante. Foi uma noite que me trouxe a maturidade que por tanto tempo refutei. É isso. Agora sou adulta. Sou responsável. Agora cresci de vez. A bola tá comigo.
No domingo de aleluia e nos dias e noites seguintes, tudo ok. Recuperação mais tranquila e a certeza que a minha presença é necessária para o bem estar da minha mãe. A culpa, o dilema da distância, o trabalho, a vida. Hora de pensar muito e chegar à conclusão que tenho que ser forte, porque nada posso fazer a não ser continuar. Não posso mudar minha vida. A escolha já foi feita. Só posso ascender. E cuidar.
Nesse meio tempo, milhares de reais gastos com a passagem ida e volta para São Paulo na terça para poder ir à entrevista no consulado americano. Malditos. Depois de 5 horas e somente uma pergunta, eles me acharam apta a pisar no solo do Tio Sam. Vôo de volta na madrugada da quinta e, finalmente, a alta do hospital. Levei minha mãe para casa, dependi da boa vontade e ajuda de estranhos, demiti a funcionária bruta e saí pra tomar um espumante com amigos, com a impressão que o mundo ia cair na minha cabeça.
Na sexta, o mundo voltou a entrar nos eixos. Contratei dois anjos capacitados a tomar conta da minha mãe, acertei o revezamento das folgas, deixei a casa mais ou menos em ordem e voltei na segunda para o trabalho. Quase falida, com o coração apertado, cheia de trabalho acumulado, morta de preocupação, porém mais resignada. Não vou alterar meus planos. Tenho só que ajustar algumas coisinhas pendentes, que me levam de volta hoje à Fuxtia, e garantir que minha mãe esteja bem assistida, acarinhada e confortável. O resto é seguir em frente. Respirando.

quinta-feira, 20 de março de 2008



Credo in Deum Patrem omnipotentem,
Creatorem caeli et terrae.
Et in Iesum Christum, Filium eius unicum, Dominum nostrum,
qui conceptus est de Spiritu Sancto,
natus ex Maria Virgine,
passus sub Pontio Pilato,
crucifixus, mortuus, et sepultus,
descendit ad infernos,
tertia die resurrexit a mortuis,
ascendit ad caelos, sedet ad dexteram Dei Patris omnipotentis,
inde venturus est iudicare vivos et mortuos.
Credo in Spiritum Sanctum,
sanctam Ecclesiam catholicam,
sanctorum communionem,
remissionem peccatorum,
carnis resurrectionem,
vitam aeternam.
Amen.

Pode deixar, Fatoca querida, que a gente continua cuidando dele por aqui.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Tanta coisa...

Meus dias andam tão cheios e corridos, que mal tenho tempo de encontrar os que amo. Mas eu não tô reclamando não. Desde que travei as costas em janeiro, decidi que não posso me dar ao luxo de ser uma gordinha simpática, sexy e feliz. O excesso de fofura não estava mais me fazendo bem. Então, comecei uma dieta acompanhada por uma nutricionista muito fofa (indicada pelo meu acupunturista sensacional) e a me mexer. Resultado: meu tempo livre está sendo utilizado em uma rotina militar de exercícios, que incluem caminhada, yoga, RPG e pilates. As roupas demonstram os quilinhos perdidos, mas o mais importante é que, pela primeira vez, eu estou realmente curtindo me cuidar.
***
O amor continua longe, mas graças às facilidades da vida moderna, que incluem conversas por vídeo e chamadas DDI por meio do computador, a saudade está sob controle. É bem verdade que minha passagem para NY já estar comprada (e quase totalmente paga! EBA!) e as minhas férias de 1 mês inteirinho marcadas ajudam bastante também. ; )
***
A preocupação com o marido é constante. Sinto muito, muito por ele. Nem sei o que faria na mesma situação, que ele enfrenta com um estoicismo invejável.
***
O trabalho é uma outra história. Falta de concentração total. Às vezes passo a semana tão atarantada que somente aos 45 do segundo tempo (isso significa 4 hs da tarde de sexta) é que baixa o espírito trabalhador que fecha tudo que estava pendente. Devem ser o Tico&Teco que estão esgotados e precisando de descanso. Os coitados só pensam nas férias que estão por vir.
***
Eu me sinto muito, muito estúpida por passar tanto tempo sem praticar yoga. Se faz tanto bem pra mim, se eu me sinto bem, se eu tenho tanto prazer, por que raios eu fico tanto tempo longe?

segunda-feira, 10 de março de 2008

Fortaleza

"Tenho uma vontade besta de voltar, às vezes. Mas é uma vontade semelhante à de não ter crescido." (Caio F.)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

FUTILIDADES

Tudo começou com ela falando que anda meio cansada do padrão de consumo de SP e propondo a criação do movimento MENOS É MAIS. Ao comentar, a Zel concordou e disse que realmente esta cidade é um horror de consumismo e aparência. Até aí, eu concordo com ambas. Entretanto, sinceramente acho que todos os lugares são assim e, obviamente, quanto maior for a cidade, mais o mercado de luxo, referência mor do consumismo, estará presente. O que a Rê chama de contexto do qual não quer participar, eu apenas me resigno e chamo de sociedade.

O fato é que eu não vejo grandes problemas em consumir grifes, marcas, restaurantes. Para mim, é como consumir cultura, entretenimento, arte. Acho que estamos, ao viver inseridos numa sociedade, sujeitos a consumir 24 hs por dia. O que eu acho difícil de conviver são as pessoas que fazem disso o ponto alto de suas vidas, que precisam da chancela do carro importado, da calça de grife e do restaurante da moda para se posicionar frente aos outros, para achar o seu modo de expressão.

Vejam bem: sou uma boa e velha taurina materialista & teimosa, não abro mão de alguns luxos para ser feliz. A mim nunca foi suficiente a tal cabana que acompanhava o amor. E também sou egoísta e individualista o suficiente para eleger o que quero consumir independente de quem me acompanha. O que realmente me emputece são as injustiças dessa tal sociedade e os caminhos tortuosos que ela segue. A minha indignação com o ser humano às vezes é maior do que posso suportar e, por isso, por puro instinto de preservação, muitas vezes escolho não ver, passar adiante e continuar a olhar na direção de horizontes melhores.

Enquanto isso, a sinceridade, a busca pela racionalidade, pelo respeito ao outro e pelo jeito certo de agir, junto com as bolhinhas de espumante e, sobretudo, a companhia dos amigos me fazem perceber que, sim, há esperança.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

OK, OK, OK!!!

Já vi que não dá para manter uma periodicidade neste blog. Coitado, ele não tem culpa. A minha vida é que anda tão atribulada que mal tenho percebido como se passam os dias. Enfim, para efeito de registro, lá vão mais algumas famigeradas listas (que eu adoro!):

As mais mais de Buenos Aires:
1 - Ser pedida em casório no dia 31, com direito a aliança de design exclusivo e champagne para comemorar! (Estoy novia, estoy novia!!!)
2 - Ceia, litros de espumantes, caminhadas perfomáticas e carona em colectivos na noite do reveillon com uma dúzia (sim, sim 12!) amigos.
3 - Jantar morto de chique no Bistrô do Faena com Manu e Chu.
4 - Caminhada entre o cemitério da Recoleta e o Malba num dia muito, muito aprazível.
5 - Sorvete de doce de leite da Freddo.
6 - Doce de leite La Sereníssima (trouxe potes e mais potes para regalar los amigos!).
7 - La siesta de todas as tardes.
8 - Palermo e suas ruazinhas a la Jardins.
9 - Passeio de trem a Paquetá no dia 1º.
10 - Creme Brulée com o autêntico doce de leite argentino no Cabaña Las Lilas.
11 - A piscina de Manu e Chu em Palermo.
12 - O tango no Bar Sur (mesmo de fora), seguido de jantar em bistrô francês (garçon "O" tudo!) em San Telmo.
13 - O elevador com porta pantográfica do nosso prédio.
14 - As chaves de BsAs.
15 - Lídia, fofa proprietária do apto.
16 - Comprinhas no free shop.
17 - O melhor pouso de todos os tempos.

Mas como nem tudo são flores, as piores coisas da viagem:
1 - Calor, calor, calor.
2 - Ar condicionado pifado nos primeiros dias.
3 - Ficar sem almoço porque os restaurantes fecham as 4 da tarde (parece Curitiba).
4 - Vôo de volta lotado e sem ar condicionado.
5 - Cartão de crédito estourado.

Acontecimentos de Dezembro:
(deixa eu ver se me lembro direito!)
1 - Festa sucesso do trabalho.
2 - Compras de Natal.
3 - Natal com a mãe.
4- Praia em Fustia com amigos.
5 - Reencontrar João, Bíola, Kako, Manu, Gigi, etc.
6 - Cortar cabelo.
7 - Manu se formar.
8 - Unidos da Cachorra.
9 - Festa de Natal na casa da Lica.
10 - Viajar para BsAs.

Acontecimentos de Janeiro:
1 - Preparação da viagem do amor
2 - Genial com Taína e Joaquim.
3 - Astor com Lôra e Inácio.
4 - Jantares e almoços pré-despedida.
5 - Voltar para a Yoga
6 - Voltar para a acupuntura.
7 - Lombalgia fo...dida.
8 - ... Não sei mais nada. Mas também, o mês ainda não acabou!

Até a próxima!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Top Ten

Caramba! A gente descuida só um pouquinho e lá vai um mês inteirinho sem escrever nada por aqui. Mas, vamos aos fatos:

1) Sono, muito sono...
Ando tão cansada, que nem me aguento em pé. Ontem saí da aulinha na GV e mal consegui me manter acordada até chegar em casa. Farra? Não. Trabalho.

2) 10 dias em BSB
Os primeiros 4 foram feriado. Ótimo. Vida mansa. Os outros? O puro correria. Mas foi muito bom ficar com os meninos e matar saudades. Os breakfasts na casa do Xu continuam sensacionais. E por mais que as pessoas tenham dificuldade de entender o porquê, o fato é que eu amo Brasília.

3) Por que no te calas?
Estarrecida estou cada vez com Chávez. Será que depois dele e do nosso mal fadado presidente ainda resta algo para a esquerda acreditar? Aliás, fiquei passada ao ler no jornal hoje que o nosso Lula lamenta muito não ter convivido com Vinícius de Moraes em sua casa em Petrópolis. O motivo? Não ter podido aproveitar para beber uísque de graça. Alguém realmente tem que explicar que ele continua não tendo nível social para isso, mesmo sendo presidente da República do Mensalão.

4) E o que vai ser a TV Brasil, parte da EBC?
Um arremedo de BBC ou mais uma forma de propaganda política petista? Segundo consta, um dos catalizadores para a EBC sair do papel foi a insatisfação do nosso querido governante com a mídia no episódio do mensalão em 2005. Segundo ele, os veículos de comunicação pegaram muito pesado. Sendo assim, só posso supor que se naquela época houvesse já a TV Brasil, ela seria a única a não falar do caso. Pois, obviamente, não saberia de nada que estava acontecendo.

5) Ando me sentindo meio burra, desatualizada.
Mas é só começar a ler os jornais e saber do que ocorre no mundo para começar a achar que sou mais feliz se permanecer na ignorância.

6)Um monte de filmes interessantes em cartaz e eu não consigo ver nem ao menos um. Vergonha.

7) Dezembro X Janeiro
Eu nunca entendi porque a gente se mata em dezembro pra ficar de mãos abanando em janeiro, quando não acontece realmente nada. Algum dia vão trocar o mês de dezembro por janeiro e aí a gente vai conseguir ter um final de ano de acordo com nossos cansados neurônios e um primeiro mês do ano realmente produtivo.

8) Excursão da Tia Balla leva você e mais quem quiser ir.
Somos quantos já? 12? E pensar que tudo começou com a idéia de um reveillonzinho romântico em BsAs.

9) D. Baratinha anda feliz.
Tá pingando dinheirinho na caixinha. Bem que dá certo esse negócio de passar a virada do ano de amarelo, viu?

10) Férias! Eu preciso de FÉRIAS! Daquelas de verdade, sem telefone, sem encheção de saco, sem hora marcada, sem compromisso algum com absolutamente ninguém, de fazer só o que me der na telha e não fazer nada se for esse o desejo do momento. E isso tudo, ou nada, por um período longo de, no mínimo, 20 dias.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Brrrrrrrrrrrr!!! Que frio!!!
Vocês já repararam que do ano passado pra cá, a primavera é mais gelada que o inverno? Quero só ver se em dezembro eu ainda vou usar malha de lã que nem em 2006.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Weekend descontrol
Pergunta:
O que acontece se:
1) a pessoa é doida?
2) a pessoa é descontrolada?
3) a pessoa é obssessiva?
4) Todas as anteriores.
***
Resposta:
Ela vai a uma loja de eletrodomésticos e compra.
Ela percebe que não tem onde colocar os eletrodomésticos novos, vai a uma loja de móveis e compra. Não somente o móvel que ela foi lá comprar, obviamente.
No dia seguinte, ela acorda possuída, abre todas as caixas, chama um amigo salvador, monta os móveis, arruma tudo, aproveita pra arrumar também o que não precisava ser arrumado e depois cai exausta, tremendo de fome e, pior, satisfeita.
***
Resumo:
Lá em casa tem microondas, torradeira, balança, móvel novo na cozinha e no banheiro, móvel velho na área de serviço e duas prateleiras a mais para mantimentos. : )

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Então...
É fim de semana, né? Chopp, bate-papo, compras, arrumações domésticas, beijo na boca e sossego. Amém! Pensei que não ia chegar nunca...
LABUTA
Arre! Não são nem 11 da manhã e já tô com a língua de fora de tanto correr. Prepara material de reunião, fecha buffet para festa de fim de ano, atende Secretaria do RN, resolve um pepino interno, melhora fluxo de comunicação, decide sobre um prestador de serviço e fuma um cigarrinho entre uma coisa e outra para as idéias se encaixarem melhor na cachola. E seu eu descobrir quem disse que funcionário público não trabalha, enfio a peixeira no bucho!
***
Agora sério: realmente a máquina estatal parece mais um bicho pré-histórico, daqueles bem lentos e pesadões. É um sacrifício enorme fazer com que ela se mova um passinho sequer. Se tiver que mudar de rota, então... um parto! Tudo é muito complicado, burocrático, demanda muitas ações, é bastante setorizado. Dizem que isso serve para evitar fraudes e coisas do gênero, porque o processo dividido entre muitas pessoas, cada uma cuidando de uma etapa, facilita a fiscalização. Afinal, eles são responsáveis por administrar os recursos bancados pela população.
De minha parte, eu continuo achando isso uma burrice tamanha, porque a presteza, a eficácia e a eficiência sofrem com essa morosidade pública. Acho que se tivesse a boa e velha cenoura (à frente e atrás, estimulando e ameaçando, como é na iniciativa privada), a coisa andaria mais rápido. O problema é que o sujeito que entrou nesse sistema há 25 anos por meio de um concurso, sem um plano de carreira, que vê entrar e sair governo (realizando os desmandos mais absurdos, em alguns casos) e ele continuar sentado na mesma cadeirinha, fazendo as mesmas coisas, sem ninguém poder mandá-lo embora por conta da tão propagada e famigerada estabilidade, não tem nenhum interesse em mudar nada.
Os casos raros são aquelas pessoas iluminadas que conseguem se auto-motivar, procurando mudanças e novos desafios, que graças aos céus, milagrosamente, existem. Entretanto, ficar na dependência disso, dessas exceções, é, pelo menos pra mim, motivo de exasperação. Acho que o sistema de contratação do serviço público tem que mudar radicalmente. Tem que poder mandar passear, sem muitas delongas, aqueles que não agem, não são capazes de cumprir com suas obrigações. Tem que funcionar que nem uma empresa. A meritocracia tem que ser estabelecida.
O funcionário público tem que ser responsável, legalmente, pela boa execução do seu trabalho. O serviço público tem que ser realizado por pessoas competentes, que ganhem salários bons, compatíveis com o mercado. Essas pessoas tem que ter oportunidade de crescimento, de valorização, têm que ter estímulos para realizarem um bom trabalho, porque o tempo do paletó na cadeira já tá mais do que na hora de acabar.
Só tem um porém... Nada disso vai adiantar, se os pestes dos políticos continuarem nomeando seus apadrinhados para os cargos de direção. Tem que ter alguma trava nesse sentido também, alguma exigência técnica para exercer os cargos mais altos. Para que a empresa governamental funcione direito.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Afff!
A pessoa sofre, convalesce, e ninguém nem liga...
Custa, custa, dar um pouco de atenção?

terça-feira, 16 de outubro de 2007

SAGA
Olha, eu nunca tive medo de dentista não. Muito pelo contrário: sou daquelas pessoas que consegue relaxar com o barulho do motorzinho e até dá umas cochiladas na cadeira. E como eu já fiz um tratamento de canal, achei que tudo mais que pintasse seria fichinha. HA! É que eu não conhecia a modernidade odontológica. Veio o clareamento a laser e a cada sessão eu acho que meus dentes vão cair só de respirar. E agora a novidade foi o implante (daquele mesmo dente que teve o canal, o peste!). Mas deixa eu contar como é que foi....
***
Primeiro, a pessoa passa a noite sonhando. Uma hora, que perdeu a consulta. Outra hora que são 10 hs da noite e ainda está na sala de espera. Nessas, passa a noite num aperreio só e acorda meio zonza.
***
Toma banho, coloca roupa confortável, toma café da manhã reforçado, pega o metrô e ruma para o consultório da dentista. No meio do caminho faz uma boa ação e reza pra ser recompensada de imediato.
***
Chegando lá, a dra., que é muito boazinha, vem, cumprimenta e apresenta um colega - especialista em implantodontia - que vai auxiliá-la. Segundo ela, "vai ser uma operação a quatro mãos". Até aí, tudo bem, que eu boto muita fé nela, porque título e recomendação a bicha tem de sobra. Achei foi chique o negócio.
***
Aí eu entro na sala. Totalmente transformada! Nem parece o consultório do dia-a-dia. Virou um mini centro cirúrgico. E eles dois começam a falar naquela língua estranha que mistura um monte de palavras que eu nunca ouvi com letras e números aleatórios.
***
Bom, começa a bagaça. Depois de me prepararem, vem a anestesia, que é dada de uma forma diferente da habitual. "É porque senão adormece o nervo". E eu cá comigo penso: "e isso é bom ou ruim?"
***
Enfim, começa um repuxo daqui, outro dali, mede isso, mede aquilo, ploc, plact, plect e pluft. Determinada hora, ela fala pra mim: "Olha só! Não vai ser nem preciso um buco-maxilo-transfacial. Basta um gengivo-vestibo-lingual!"* E eu: "Ah, que ótimo... Whatever it means!"
***
Mais uns 32 plocs e 43 placts, enfim tem um troço de titânio instalado na minha boca. Até ali, tudo bem. O problema foi quando o médico sismou de dar só mais uma apertadinha... Menino, o troço começou a doer, doer, doer tanto, que eu achei que minha cabeça fosse rachar e cair uma banda no colo de cada um. "É normal, é só a pressão!"
***
Depois de uma merecida (até que enfim) anestesia capaz de aplacar a dor da presa de um mamute, o negócio por fim terminou. Sentei-me, meio zonza, ganhei uma bolsa de gelo que está na minha cara pregada até agora e tenho um dente novinho em folha. Voilá!
***
Mas que depois me deu uma vontade de chorar, bem que deu...

* Obviamente não foi isso que ela disse, mas como eu não lembro, fiz uma compilação de alguns dos termos que eu aprendi.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

MAN-TI-DA!!!
Sim, na verdade, foi pra isso que eu nasci:
PRA SER MULHER MANTIDA!
O difícil é arrumar quem banque, porque valer, valer, eu não valho muito não. Mas a manutenção é cara como a peste.
Ai, ai...
Segunda-feira é terrível sempre.
Segunda-feira depois de feriado é cruel.
Segunda-feira depois de feriado, após o início do horário de verão é ultrajante.
Segunda-feira depois de feriado, após o início do horário de verão, voltando de Fuxstia, depois de passar o fim de semana no colo da mãe e dos amigos queridos, me dá vontade de chorar!
***
Mas aí, a gente chega no trabalho e a peste da caixa de entrada tá bombando de e-mails do chefe, tem logo cedo duas reuniões com pessoas que não primam pela inteligência - uma seguida da outra -, lembra que tem cirurgia no dente e vai faltar nos dois próximos dias, vê que tem um monte de coisa anotada na agenda que sobrou da semana passada e faz o quê? Enlouquece, óbvio.
***
Então, é isso.... São seis horas, eu tô aqui com a língua de fora, completamente moída e esfolada, mas ostento um sorrisinho secreto de "eu sou o máximo!".
***
Mas que eu queria pelo menos mais uns dois diaszinhos com a mamãe e dar mais uns dois mergulhinhos no mar, eu queria. Fazer o quê, né? Paciência. Enquanto não dou o jeito de ser megamilionária, assim caminha a vida.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Curtas

Por que será que eu não aprendo a ficar de boca fechada, heim?
Pelo menos não entrava mosquito.
***
Tropa de Elite é realmente bom. O f*** é a musiquinha que não sai da cabeça. E quer saber o pior? Eu, a pessoa mais sem ritmo e afinação do mundo, não consigo nem mesmo cantarolar no mesmo tom. UÓ!
***
Mais uma novidade em prol do movimento Cólica Nunca Mais : remédio pra cálculo renal é o tudo! E ainda dá barato.
***
Eu odeio gente folgada. Folgada e pretenciosa, então...
Dá vontade de chamar o Bope e seus saquinhos.
***
Contagem regressiva para (pelo menos) ver o mar. Lá de Fúxstia.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Irritada!
Sim, eu sou.
A maior parte do tempo.
Com a maioria das pessoas.
Sim, dê-se por feliz se com você eu sou simpática.
Principalmente hoje.
De que me adianta ter um técnico em informática que não sabe fazer funcionar um drive?
Que me adianta uma copeira que não traz um simples copo d´água?
De que me adianta salário, se não é milionário?
Arrrgh! Como eu ODEIO inépcia.