Eu
Cheguei da aula de filosofia pensando em quantas mudanças tenho passado ultimamente. Fui ler alguns posts antigos e vi que, nos últimos três anos, morei em 3 casas, em 3 estados distintos. Vi que, mesmo sem perceber, vou seguindo, vou correndo, não páro, não reluto. Sigo em frente e não olho pra trás. Interessa-me o que vem pela frente.
Eu
Sou ansiosa. Às vezes até gostaria de ser mais complacente, deixar-me levar de acordo com o curso dos acontecimentos, porém, estou muito acostumada a ser assim e credito a isso algumas das minhas vitórias e também a minha capacidade de ação, de busca pela tranquilidade, de tentar me sentir feliz, de ir em frente, crescendo emocional e profissionalmente.
Eu
Estou confusa. Ano que vem, talvez, outra mudança esteja por vir. Não sei se quero, não sei se vai ser possível, necessário, se é hora, se é válido. Irrita-me sentir isso. Prefiro quando não reluto, quando ouço meus sonhos, meus instintos, sigo o impulso. Mas só consigo agir assim com paixão, com a crença de que vai dar certo, mesmo que eu arrebente a minha cara na primeira oportunidade.
Eu
Gosto de pagar pra ver. Detesto o medo que paralisa, a prudência que deixa passar as oportunidades, os meios termos, as meias-verdades, a semi-vida. Sou intensa. Sou inteira. Prefiro o intenso rápido ao morno duradouro.
Eu
Ando pela borda do precipício, já disse. Posso cair, mas também posso voar. E um minuto de vôo vale mais do que mil quedas.
quarta-feira, 3 de novembro de 2004
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